Mais de 20 apresentações em 2026: Junina Moleka 100 Vergonha conclui projeto patrocinado pela Petrobras
- litaliabarros
- 25 de ago.
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Um espetáculo que conquistou títulos em Campina Grande, na Paraíba, no Nordeste e em âmbito nacional. Assim se encerra a temporada 2026 da Junina Moleka 100 Vergonha, marcada por mais de 20 apresentações, circulação por mais de sete cidades e pelo reconhecimento do público e das competições por onde passou.

O projeto “Dançando Quadrilha Junina pelos Cantos do Brasil”, aprovado no edital Novos Eixos do Programa Petrobras Cultural, teve início em janeiro de 2026 e acompanhou todo o processo de construção da temporada, desde os ensaios e a preparação artística até a montagem e circulação do espetáculo: Santin A Prece.

A aprovação também representa um marco para a instituição: o projeto da Junina Moleka 100 Vergonha foi o único do segmento de quadrilhas juninas aprovado em todo o Brasil no edital, evidenciando a relevância da instituição no cenário cultural e a força de uma trajetória construída há mais de duas décadas em defesa, valorização e renovação da cultura junina.
Ao longo da execução, a Moleka levou Santin A Prece para mais de sete cidades, incluindo Campina Grande, ampliando o alcance da produção e aproximando o espetáculo de diferentes públicos. A narrativa, construída coletivamente, apresentou a história de Luzia e Doca e abordou questões relacionadas ao etarismo, aos preconceitos e ao direito de amar.

O projeto teve impacto dentro e fora da instituição. Para além dos recursos necessários à execução e à circulação do espetáculo, possibilitou o fortalecimento da estrutura artística e produtiva da Junina Moleka 100 Vergonha, criando melhores condições para o desenvolvimento de uma temporada construída ao longo de meses.

Ao mesmo tempo, a iniciativa contribuiu para democratizar ainda mais o acesso à tradição junina, levando a diferentes territórios uma produção cultural que tem como base as referências, histórias e identidades da cultura popular nordestina. A circulação por mais de sete cidades permitiu que públicos distintos tivessem contato com o espetáculo e com uma manifestação cultural que, muitas vezes, está concentrada nos grandes polos dos festejos juninos.
Dessa forma, o “Dançando Quadrilha Junina pelos Cantos do Brasil” não se limitou à realização de apresentações. O projeto fortaleceu a instituição, movimentou profissionais da cadeia cultural, ampliou a circulação da produção e contribuiu para que a cultura junina chegasse a novos públicos e territórios, reafirmando seu caráter popular, democrático e plural.

A trajetória da Moleka também se insere em um movimento junino que ocupa um importante espaço na cultura e na sociedade contemporânea. As quadrilhas juninas se consolidam como espaços de acolhimento, pertencimento e expressão para as comunidades LGBTQIAPN+, contribuindo para a construção de ambientes de convivência, celebração da diversidade e valorização das diferentes identidades.

O movimento junino também se apresenta como um importante centro de economia criativa, envolvendo profissionais das áreas de dança, música, figurino, cenografia, produção cultural, comunicação, artesanato e diversas outras cadeias produtivas.
O ciclo junino movimenta milhões de reais na economia paraibana e, impulsionado pelo grande fluxo de turistas que visitam o Estado durante o período, contribui para fortalecer setores como hotelaria, alimentação, transporte, comércio, serviços e turismo.
Em Campina Grande, esse movimento ganha ainda maior dimensão. Reconhecida como a “Terra do Maior São João do Mundo”, a cidade recebe visitantes de diferentes regiões do Brasil e amplia, durante o ciclo junino, sua projeção nacional. Esse fluxo de público também amplia a visibilidade das ações culturais realizadas durante o período e, consequentemente, das instituições e marcas que investem na cultura e participam desse ecossistema.
Em depoimento, o presidente da Junina Moleka 100 Vergonha Mahatma Vieira, destacou a satisfação em construir uma parceria plural e marcante para a instituição com a Petrobras. Essa conquista representa também o reconhecimento de uma caminhada construída ao longo de anos de trabalho, dedicação e resistência para manter viva a identidade cultural de um povo.
“É o resultado de anos de trabalho, dedicação e compromisso em manter viva a identidade de um povo por meio da nossa cultura. Mais do que realizar um espetáculo, tivemos a oportunidade de fortalecer uma história que vem sendo construída há mais de duas décadas”, destacou.
Dos primeiros ensaios, em janeiro, à última apresentação, realizada em 23 de agosto, em Campina Grande, cada etapa contribuiu para a construção de uma temporada que ultrapassou fronteiras e levou a produção da Moleka a diferentes territórios.

Com mais de 20 apresentações realizadas e circulação por mais de sete cidades, o projeto encerra sua execução deixando resultados que vão além dos arraias: fortalecimento institucional, ampliação da circulação, democratização do acesso à cultura, valorização da diversidade, movimentação da economia criativa e reconhecimento artístico.
Ao concluir o projeto “Dançando Quadrilha Junina pelos Cantos do Brasil”, a Junina Moleka 100 Vergonha celebra não apenas os títulos conquistados em 2026, mas a consolidação de uma trajetória que há mais de duas décadas trabalha para manter viva, reinventar e levar cada vez mais longe a identidade cultural de um povo.

Uma temporada construída a muitas mãos, que começou em janeiro, percorreu diferentes territórios e chegou ao fim deixando uma certeza: a cultura junina continua viva, potente, plural e capaz de ocupar novos espaços dentro e fora do Brasil.
Para acompanhar as ações realizadas ao longo do projeto, registros da temporada e os próximos passos da Junina Moleka 100 Vergonha, acompanhe nossas redes sociais.









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